Varejo online: tendências e perspectivas

De acordo com dados do e-Bit, o varejo online brasileiro está crescendo aproximadamente 30% ao ano. O faturamento do país já é o maior da América Latina. O segmento é movimentado, principalmente, com datas que vêm se tornando tradicionalmente propícias para a compra na internet: Dia das Mães, Black Friday (a sexta-feira mundial de descontos na web) e claro, o Natal.

No próximo ano, a previsão é que o mercado do comércio eletrônico estará ainda mais maduro. Em razão dessa expectativa, varejistas esperam ter um aumento de aproximadamente 17,7% nas vendas online, principalmente impulsionadas pela tendência do mobile commerce. O faturamento global, por sua vez, deve ficar na casa dos 1,7 trilhão de dólares. Junto da arrecadação também cresce o número de lojas físicas que passam a atuar em lojas virtuais.

Nesse contexto, como diferenciar-se? Abaixo, separamos algumas tendências para o varejo online no cenário de e-commerce brasileiro. O grande destaque é a terceirização de alguns processos – para especialistas ou simplesmente para a tecnologia.

Comparação de preços

Consumidores online buscam, principalmente, preços mais atrativos de produtos que tradicionalmente são mais caros em lojas físicas. Por esse motivo, é importante que os e-commerces utilizem ferramentas comparadoras de preço, que reúnem em um único resultado uma lista de lojas e sites concorrentes que vendem determinado produto pesquisado. A importância dessas soluções está na uniformidade na catalogação e na maior facilidade na pesquisa por produtos.

Precificação inteligente

Gestores de e-commerce conhecem bem a “dor” que é comparar, analisar e definir preços de cada produto comercializado em uma loja online – principalmente aqueles que dispõem de uma gama variada de itens. A precificação inteligente trata-se, inclusive, de uma estratégia de mercado que deve ser adotada por comerciantes na internet.

Isso porque no varejo online é bastante comum a oscilação de preços dos produtos. Assim, é imprescindível “acompanhar a maré” para que margens de lucro – costumeiramente estreitas no comércio eletrônico – não sejam comprometidas. O uso de uma plataforma de precificação, que leva em consideração a disponibilidade do produto em estoque, tem sido uma das tendências para o e-commerce brasileiro no próximo ano.

Catalogação e categorização de produtos

No momento em que um usuário procura por um produto em um e-commerce, o item deve aparecer de uma única vez, com as vertentes relacionadas. Caso a mercadoria seja catalogada duas vezes ou de maneira incorreta, esse gerente vai ter um trabalho imenso na reestruturação dessas informações – podendo, inclusive, perder clientes.

Nesse sentido, faz-se importante a adoção de ferramentas que executem esse processo de maneira assertiva. Afinal, a busca por um produto deve ser facilitada a fim de que o internauta não desista da compra e da loja.

Sobre esse assunto, é válido orientar para que não haja exageros em categorias de classificação, atenção aos termos comumente buscados na web pelos consumidores alvo e, principalmente, “regra dos 3”, pela qual o usuário nunca precisará acessar mais de três categorias para encontrar o que procura.

Marketing digital

Os e-commerces cada vez mais se rendem às técnicas de inbound marketing. Em 2016, essa realidade não será diferente. Lojistas precisam ser encontrados em um mercado cada vez mais competitivo. Para isso, investem em blogs corporativos, e-mail marketing e redes sociais. Nesses canais, devem ser disponibilizados conteúdos relevantes às personas que desejam ser atingidas por determinadas lojas.

Além das quatro últimas tendências, também é válido destacar outras necessidades para 2016:

  • Atendimento omnichannel: é fundamental atuar em várias “frentes” no momento de disponibilizar o seu produto ou serviço online. Pesquise qual rede social, por exemplo, o seu público-alvo está mais concentrado e dedique-se a este canal. Mas não se esqueça de pensar nos demais e ter uma estratégia distinta para cada plataforma;
  • Maior qualidade, agilidade e segurança no frete: novos “consumidores digitais” costumam ter um receio em comum – o da entrega. Por esse motivo, invista em opções boas, rápidas e assertivas de frete, que de fato estimulem a compra pela internet. Se for preciso, pense em adotar ferramentas que facilitem a interpretação das tabelas de frete disponibilizadas por cada transportadora e que, ao final, deduzam as condições de entrega de maneira bastante clara ao usuário final;
  • Recomendação inteligente de produtos: a fim de engordar o carrinho de compras virtual dos visitantes do seu site, faça com que eles vejam que há outras opções de compra além daquela primeira selecionada. Se um vinho está no carrinho de compras, ofereça um par de taças específico, por exemplo. A recomendação inteligente é aquela feita com base em similaridade dos produtos ou com base no gosto de amigos.

E então, seu negócio está preparado para acompanhar as tendências do e-commerce brasileiro em 2016?

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