E-Commerce brasileiro fatura R$ 18,6 bilhões no primeiro semestre

O comércio eletrônico nacional encerrou o primeiro semestre de 2015 com crescimento de 16%, comparado ao primeiro semestre de 2014, somando R$ 18,6 bilhões em faturamento. É o que revela a 32ª edição do WebShoppers, relatório sobre e-commerce produzido pela E-bit/Buscapé, unidade especializada em informações do comercio eletrônico do Buscapé Company.

De acordo com o levantamento, o tíquete médio nos primeiros seis meses de 2015 foi 13% superior ao registrado no ano passado, com valor médio de R$ 377. Dentre os nichos responsáveis por elevar esse valor, destacam-se os de eletrodomésticos e Telefonia/Celulares.

Queda no número de compradores

Ainda que o total de e-consumidores do primeiro semestre ultrapassou 17 milhões, com 49,4 milhões de pedidos, neste ano o volume de compradores baixou 7%, comparado com o mesmo período de 2014. Dentre os prováveis motivos para a queda, o relatório destaca o volume de light users, consumidores que realizam ao menos um pedido na Internet por semestre, mas que, dessa vez, não compraram nenhum produto.

Moda encabeça lista de segmentos

Respondendo por aproximadamente um de cada seis pedidos online (15%), o setor de Moda e Acessórios lidera as vendas por segmento. Logo em seguida aparece eletromésticos (13%); Telefonia/Celulares (11%); Cosméticos e Perfumaria/Saúde (11%); e Assinaturas e Revistas/Livros (9%).

Contudo, ao considerarmos faturamento, o setor de Eletrodomésticos apresentou os melhores números, com 25% de participação, acompanhado por Telefonia/Celulares (18%); e Eletrônicos (12%). O nicho de Eletrodomésticos também registrou a maior alta no faturamento, comparativamente a 2014, com um aumento de 41% nos últimos doze meses.

Mobile

Além do mapeamento das vendas online, essa edição do WebShoppers contou com uma pesquisa concernente ao uso de dispositivos móveis na hora de comprar pela web. Segundo a pesquisa, 83% dos e-consumidores têm, ao menos, um dispositivo móvel e conexão wi-fi, seja por smartphone ou tablet. O acesso à Internet via wi-fi é mais frequente em casa (84%), seguido por wi-fi por trabalho (39%); e por acesso via operadores pós-pago (36%) e pré-pago (32%).

Concernente aos ambientes para concretizar as compras, casa e trabalho lideram, com 95% e 46% de preferência, respectivamente. Quase um em cada seis usuários (14%) citou que utilizou dispositivos móveis para adquirir um produto dentro de uma loja física no último semestre.

Para André Ricardo Dias, diretor executivo da E-bit/Buscapé, a jornada dos e-consumers está sendo moldada drasticamente pela inclusão do mobile: “Afinal os smartphones estão nas mãos dos consumidores em praticamente 100% do tempo e essa percepção vale como chamariz para incentivar o investimento pelas empresas do varejo para o desenvolvimento de sites responsivos”, comenta.

NPS aumenta, impulsionado pela redução do atraso na hora da entrega

Índice que mensura a satisfação e fidelização dos consumidores, o NPS (Net Promoter Score) deste semestre obteve o mais alto grau desde que a E-bit/Buscapé passou a computa-lo em seus relatórios. Em junho de 2015, o NPS atingiu 65%, ante 56.9% em janeiro. A redução dos atrasos nas entregas, que caiu de 14.4% para 8.62% nos últimos doze meses, foi um dos catalisadores da alta no NPS.

Perspectivas para o futuro

O relatório conclui prevendo que o e-commerce nacional deve encerrar 2015 com um faturamento 15% superior ao ano passado, perfazendo R$ 41,2 bilhões. O número total de pedidos para o acumulado deste ano também deve aumentar, cerca de 5%, chegando a 108,2 milhões até o final de dezembro de 2015.

Por: E-Commerce News

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