Donos das Casas Bahia culpam e-commerce por vendas fracas em lojas

Quem ainda tem dúvidas sobre e-commerce. O Futuro do Varejo é Mobile!!

A família Klein enviou uma carta ao conselho de administração da Via Varejo (dona das redes Casas Bahia, Ponto Frio e Bartira) em que pede que a companhia reveja a política de preços de venda on-line sob o argumento de que ela prejudica os negócios das lojas físicas. A informação foi publicada nesta sexta-feira 23/10/15 pelo jornal Folha de S. Paulo. A Via Varejo terminou o terceiro trimestre com queda de 24,6% nas vendas em lojas abertas há mais de um ano, na comparação com igual período de 2014. No ano já foram fechadas 42 lojas.

Fundadores das Casas Bahia (hoje Via Varejo), os Klein venderam parte da empresa ao GPA (Grupo Pão de Açúcar). São donos de 27,3% do total das ações da Via Varejo. Outros 43,3% estão com o GPA e 29,3% pertencem a acionistas minoritários.

O documento, encaminhado na última terça-feira ao presidente do conselho da Via Varejo, Ronaldo Iabrudi, cita o descumprimento de um acordo comercial feito entre a Via Varejo e a Cnova – empresa do grupo francês Casino (controlador do GPA), que é responsável pelas operações dos sites extra.com.br, pontofrio.com casasbahia.com.br e cdiscount.com.br.

Em maio de 2014, a Cnova e a Via Varejo fizeram um acordo para regular os termos e as condições de relacionamento entre as duas empresas, estratégias das atividades de comércio eletrônico e lojas físicas, além da busca de sinergias – como otimizar o uso de centro de distribuição.

O problema é que, do lado dos Klein, o entendimento é que a Via Varejo usa seu poder de compra para negociar bons preços para lojas físicas e no comércio eletrônico. Mas, na hora de vender aos consumidores, o e-commerce vende por menos – o que faz com que as lojas físicas percam vendas.

O extra.com.br foi citado como um dos sites que vendem por preços menores – inclusive abaixo dos sites das Casas Bahia e do Ponto Frio.

A assessoria da família Klein confirma a entrega da carta, mas prefere não se pronunciar sobre o assunto, que foi incluído na pauta da próxima reunião do conselho de administração da Via Varejo, prevista para a próxima semana. Em comunicado enviado ao mercado, a Via Varejo disse que “lamenta profundamente que discussões nos órgãos societários sobre assuntos estratégicos não sejam tratadas com a devida confidencialidade”.

De Veja Economia

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